Por Gabriela Echenique
Brasília — 28.out.2026 às 15h17
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem transmitido a aliados a intenção de acelerar, nas próximas semanas, a nomeação de diretores para diversas agências reguladoras que operam com cargos interinos ou que ficarão vagos até o fim deste ano. A previsão é de que a Presidência apresente ao menos 20 indicações para preencher essas vagas.
Entre as entidades com posições em aberto estão a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Agência Nacional de Mineração (ANM), além de outras estruturas regulatórias do país.
A avaliação no entorno do presidente é de que será mais simples obter a aprovação dos indicados no atual Congresso do que na próxima legislatura, cuja composição do Senado tende a ter maior presença de parlamentares de oposição a partir de 2027. Por isso, a Presidência quer aproveitar o calendário legislativo vigente para fechar nomeações consideradas prioritárias.
Além das nomeações para agências, Lula também estuda indicar ao menos um ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF) antes do final do ano. Para medir a viabilidade de indicações ao Judiciário, o presidente pretende conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), buscando um entendimento sobre o ambiente político e as chances de aprovação no plenário.
Nos bastidores do Senado, Alcolumbre tem sinalizado que o ex-senador Rodrigo Pacheco — atualmente no Tribunal de Contas da União (TCU) — seria o nome mais facilmente aprovado para uma vaga no STF. Aliados do presidente têm sugerido que Lula considere essa opção justamente pela maior probabilidade de obter o aval do Senado, mas o próprio presidente ainda está avaliando a decisão.
O movimento para agilizar nomeações ocorre em um momento de transição política, quando a ocupação de cargos regulatórios e tribunais ganha importância estratégica para a implementação de políticas públicas e para a estabilidade institucional até o início da nova legislatura.
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