São Paulo, 28.out.2026 — Luiza Pastor
Depois de 15 anos fechada ao público, a Caverna Desmoronada, situada no Parque Estadual Alto do Ribeira (PETAR), em São Paulo, foi reaberta para visitação em outubro de 2026. O retorno só foi possível após um amplo trabalho técnico para avaliar riscos e preservar o ambiente subterrâneo.
Segundo Rodrigo Aguiar, gestor da Área de Proteção Ambiental dos Quilombos da Fundação Florestal, mais de 100 profissionais participaram do plano de manejo espeleológico. Geólogos, geógrafos, arqueólogos, especialistas em turismo e outros técnicos analisaram condições das paredes de calcário, risco de queda de blocos, fragilidade das formações e aspectos da fauna cavernícola.
As equipes também avaliaram organismos adaptados à escuridão — os troglóbios — que podem ser afetados pela luz artificial. Por isso, o monitoramento e as regras de visitação foram criteriosamente definidos.
A Caverna Desmoronada ganhou esse nome pelas grandes lajes e blocos que parecem ter se soltado em algum momento do passado. Entre as cerca de 318 cavidades registradas no PETAR, ela é considerada uma das mais desafiadoras: o roteiro inclui cerca de 10 quilômetros de trilha, aproximadamente 900 metros de percurso subterrâneo e demanda, em média, oito horas para ida e volta.
O trajeto é rigorosamente demarcado e foram instaladas cordas em trechos íngremes para auxiliar a progressão. “Não é trilha para iniciantes”, alerta Aguiar, destacando a necessidade de preparo físico e experiência para quem pretende encarar a via.
A visitação à Desmoronada só pode ser realizada mediante reserva prévia e com acompanhamento de monitor ambiental autônomo credenciado. Do universo de cerca de 250 monitores cadastrados no parque, 70 já receberam habilitação específica para conduzir grupos nesse percurso.
- Lotação por grupo: no máximo 7 pessoas (incluindo o guia).
- Ingresso do PETAR: R$ 19 (valor cobrado pela Fundação Florestal).
- Negociação de preço: sem tabela fixa da Fundação; valores combinados diretamente com monitores ou agências.
Em agências locais, o custo médio praticado é de cerca de R$ 180 por pessoa, incluindo seguro e estrutura de apoio. Monitores costumam cobrar aproximadamente R$ 150 por pessoa ou algo em torno de R$ 500 por diária de grupo. Na prática, esses pacotes geralmente contemplam deslocamento, capacete e lanterna.
O município mais próximo é Apiaí, que oferece opções de hospedagem. Para quem prefere acampar, há alternativas próximas à caverna e o Camping dos Caboclos — situado a cerca de 12 quilômetros — é apontado como opção mais estruturada.
A segurança é prioridade: os guias têm autonomia para interromper a saída se identificarem risco ao grupo. Todos os monitores habilitados precisam apresentar curso de primeiros socorros atualizado, tanto para atendimento de ocorrências leves (torções, cortes) quanto para solicitar resgate quando necessário.
Antes de planejar a visita, recomenda-se verificar disponibilidade de monitores habilitados e as condições físicas exigidas para o percurso, além de confirmar itens que costumam estar incluídos no serviço contratado.
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