Aracaju — A demissão de Thayse Teixeira pelo SBT ocorreu depois de um comentário feito ao vivo em que ela questionou a vitória de Lula nas eleições presidenciais, mas a decisão da emissora não teria sido tomada apenas por esse episódio. Fontes indicam que a direção, pertencente à família Abravanel, já vinha analisando a possibilidade de encerrar o vínculo da apresentadora antes da última quarta‑feira, 28 de outubro de 2026.
O episódio ao vivo, que ganhou ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa, foi apontado pela empresa como elemento determinante para a suspensão imediata. No entanto, apurações mostram que havia um processo interno de avaliação sobre o desempenho e conduta de Thayse, e que o questionamento público sobre o resultado eleitoral acabou sendo a gota d’água que acelerou a decisão.
A movimentação reforça o clima de atenção das emissoras em relação a posicionamentos políticos de figuras públicas em programas ao vivo, especialmente em um momento eleitoral sensível. A combinação entre repercussão negativa e avaliações internas precedentes levou a uma decisão rápida por parte da direção do SBT.
Até o momento não foram divulgadas declarações oficiais da apresentadora nem uma nota detalhada por parte da emissora sobre os motivos que levaram ao desligamento definitivo. A data citada — quarta‑feira, 28 de outubro — refere‑se ao episódio que precipitou a medida, enquanto a avaliação interna sobre sua permanência já vinha sendo conduzida anteriormente.
O caso deve manter o debate sobre limites entre jornalismo, entretenimento e manifestações políticas no ar, além de aumentar a atenção das empresas de comunicação sobre o que é dito em programas transmitidos ao vivo.
Por Gabriel Vaquer










