Porto Alegre — O Pará registrou 937 dos 1.645 focos de incêndio florestal em andamento no Brasil entre domingo (25) e segunda-feira (26) de outubro de 2026, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Do total apontado no período, os municípios com maior número de focos foram:
- Uruará: 164
- Santarém: 96
- Aveiro: 80
- Mojuí dos Campos: 73
Na terça-feira (27), o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) suspendeu o uso de aeronaves na região de Santarém devido à baixa visibilidade provocada pela fumaça, medida tomada por razões de segurança e por comprometer a eficácia das operações aéreas.
Também na terça, representantes da Defesa Civil Nacional e autoridades municipais do Pará se reuniram em Santarém para articular ações de combate aos incêndios e coordenar o emprego de equipes e equipamentos.
Em um recorte mensal, desde 1º de outubro o estado contabiliza 10.372 focos. Entre as dez cidades com mais registros no mês, nove ficam no Pará; os maiores totais são de São Félix do Xingu (838) e Uruará (821) no período.
Recursos mobilizados no estado, segundo o Ministério do Meio Ambiente, incluem 522 brigadistas e fiscais do Ibama e do ICMBio, além de 13 aeronaves e 41 veículos terrestres disponíveis para o combate. O Corpo de Bombeiros Militar do Pará informou ter deslocado 132 militares para operações em 28 localidades.
O governo do Pará publicou em 27 de agosto um decreto que declara situação de alerta climático e ambiental, justificando a medida pela previsão de estiagem associada ao fenômeno El Niño, que tende a reduzir chuvas e aumentar o risco de queimadas. O Executivo estadual informou que, até o momento, não há registro de vítimas fatais causadas pelo fogo.
Em nível nacional, o Pará lidera o ranking de focos entre 1º de janeiro e 26 de outubro, com 22.090 ocorrências, seguido por Maranhão (10.666), Mato Grosso (10.119) e Bahia (10.062).
Amazônia e estados vizinhos têm registrado aumento de focos nas últimas semanas; no Amazonas, a poluição gerada pela fumaça chegou a provocar suspensão de aulas na rede municipal. Especialistas consultados indicam que, além de condições climáticas secas, pelo menos alguns focos podem ter origem criminosa registrada desde o primeiro turno das eleições.
O Inpe monitora focos por meio de detecções por satélite e consolida os dados para orientar órgãos de resposta. Autoridades continuam mobilizando equipes terrestres e aéreas e reforçam apelos por fiscalização e prevenção em áreas de maior risco.
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