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Netanyahu à frente após apuração de 51,8% das urnas em Israel; bloco de aliados soma 55 cadeiras

Netanyahu à frente após apuração de 51,8% das urnas em Israel; bloco de aliados soma 55 cadeiras

Com 51,8% das urnas apuradas, o partido Likud, de Binyamin Netanyahu, e seus aliados totalizavam 55 das 120 cadeiras do Knesset, segundo a Comissão Eleitoral de Israel, em atualização divulgada na madrugada de 28 de outubro de 2026.

Na mesma parcial, o bloco de oposição reunia 49 assentos e as listas árabes somavam 16 cadeiras. Pesquisas de boca de urna e estimativas de emissoras locais, como o Canal 12, indicaram uma disputa muito acirrada: o Likud projetado com 24 cadeiras e o Yashar, do ex-chefe do Estado‑Maior Gadi Eisenkot, com cerca de 22. Em algumas projeções, o bloco opositor chegava a 52 assentos, contra 50 dos aliados de Netanyahu, e as listas árabes ficariam em torno de 18 — nenhum dos dois blocos alcançaria, assim, a maioria absoluta de 61 parlamentares.

A participação atingiu 77,7% dos eleitores, a maior em eleições legislativas desde 1999, apesar de o voto não ser obrigatório em Israel. Esta foi a primeira eleição realizada após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 e as campanhas militares subsequentes em Gaza, no Líbano e ações contra o Irã.

No dia da apuração, Netanyahu comemorou ser o líder do maior partido e defendeu a formação de um governo de direita robusto, afirmando que a “maioria judaica e sionista deve se unir” e que um executivo sustentado por partidos árabes seria impensável. O premiê também afirmou que Israel teria uma “oportunidade única” — em parceria com o ex‑presidente dos EUA, Donald Trump — de eliminar a ameaça que atribui ao Irã.

Gadi Eisenkot, 66, líder do Yashar e ex‑chefe das Forças Armadas, interpretou os resultados iniciais como sinal de falta de confiança em Netanyahu e disse que trabalharia para substituí‑lo. Gideon Saar, do Likud, rebateu e considerou prematuras as comemorações da oposição.

O processo para formação do novo governo terá papel central do presidente Isaac Herzog: após o término da apuração, ele ouvirá os partidos e designará um parlamentar para tentar montar uma coalizão. A lei prevê um prazo inicial de 28 dias para negociações, prorrogável por mais 14 dias. Se o indicado fracassar, outras tentativas podem ocorrer antes que uma nova eleição seja decretada. Há também a alternativa de um governo minoritário apoiado externamente. Enquanto não houver aprovação de um novo gabinete pelo Parlamento, Netanyahu permanece no cargo.

Os eleitores israelenses votam em listas partidárias e as cadeiras são distribuídas proporcionalmente, desde que as legendas ultrapassem a cláusula de barreira de 3,25% dos votos válidos.

Temas centrais desta eleição incluíram segurança e a resposta aos ataques que, em 7 de outubro de 2023, resultaram na morte de cerca de 1.200 pessoas e no sequestro de 251 reféns; além disso, disputas sobre custo de vida, o alistamento militar de setores ultraortodoxos e a investigação das falhas de inteligência estiveram entre as prioridades do eleitorado.

Binyamin Netanyahu, 77, que acumula mais de 19 anos no poder ao longo de mandatos não consecutivos, contou durante a campanha com o apoio de partidos religiosos e da direita radical. Eisenkot, por sua vez, tem defendido apuração sobre o ataque de 7 de outubro, alterações no serviço militar e a manutenção da independência do Judiciário; ele também rejeita a criação de um Estado palestino e defende medidas militares para desmantelar a capacidade do Hamas.

Os números parciais divulgados seguem sujeitos a variações até a conclusão da apuração em todo o país.

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via Folha de São Paulo

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