Home / Ultimas notícias / Morre Rogério Renato Mateucci, irmão marista e reitor da PUC-PR, aos 55 anos após acidente nos EUA

Morre Rogério Renato Mateucci, irmão marista e reitor da PUC-PR, aos 55 anos após acidente nos EUA

Morre Rogério Renato Mateucci, irmão marista e reitor da PUC-PR, aos 55 anos após acidente nos EUA

Rogério Renato Mateucci, irmão marista e reitor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), morreu aos 55 anos após ser atingido por um objeto desprendido do telhado durante um temporal no Arizona (EUA), em 16 de outubro de 2026. Mateucci era reconhecido por sua atuação na educação católica e por iniciativas de integração entre universidade e comunidade.

Nascido em Americana (SP), em 1971, Rogério cresceu em família católica; atuou como coroinha na Igreja Divino Espírito Santo ainda menino. Ingressou na formação marista em 1990, em Belo Horizonte (MG). Como irmão religioso, professou os votos de pobreza, castidade e obediência e dedicou-se a atividades de evangelização, pastorais, ensino, gestão e administração — funções comuns aos membros da congregação fundadora por São Marcelino Champagnat.

Formado em Pedagogia, Mateucci especializou-se em metodologia do ensino superior e concluiu mestrado e doutorado em liderança, administração e políticas educacionais. Na trajetória profissional, ocupou cargos de direção no Colégio Marista de Londrina, atuou como vice-presidente do Grupo Marista, foi diretor do Centro Marista de Defesa da Infância e integrou o conselho administrativo do grupo, além do conselho superior da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil.

Desde 2021, exercia o cargo de reitor da PUC-PR, onde também passou por funções como diretor de identidade institucional e pró-reitor de missão, identidade e extensão. A universidade destacou sua postura acolhedora e o esforço para aproximar a instituição de diferentes setores da cidade, com projetos voltados à inclusão e ao bem-estar social.

Filho de um carpinteiro e de uma tecelã, Rogério manteve laços afetivos fortes com a família. A sobrinha Ana Paula Mateucci o descreveu como alguém que promovia encontros familiares e valorizava a vida. Amigos recordam seu caráter sereno, o gosto por reunir pessoas, por viagens e por experiências culturais — teatro, concertos e musicais estavam entre seus interesses. Colegas também destacaram sua sensibilidade estética, manifestada no apreço pela natureza, pela arquitetura e pela arte.

Devoto de Maria e inspirado na figura de São Marcelino Champagnat, Mateucci encontrou na espiritualidade um eixo de sua vocação. Mantinha hábitos simples mesmo com a rotina intensa: gostava de rever amigos e apreciava momentos informais, como comer um hambúrguer em boa companhia.

Ficam enlutados uma irmã, duas sobrinhas, uma afilhada e a comunidade marista que acompanhou sua trajetória. A família e as instituições que dirigiu lembram sua dedicação à educação e ao diálogo como marcas do legado que deixa.

Para contatos e informações sobre cerimônias e homenagens, as comunidades maristas e a universidade devem divulgar comunicados oficiais.

Leia também: Segundo turno de 2026 tem menor taxa de abstenção em 20 anos: 19,22% dos eleitores não votaram

via Folha de São Paulo

Marcado:

Um comentário

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *