O senador Flávio Bolsonaro (PL), que deixou o Brasil na quarta‑feira, 27 de outubro de 2026, publicou uma carta, divulgada por meio do aliado Paulo Figueiredo, na qual afirma ser o legítimo vencedor das eleições e se declara — segundo suas palavras — o presidente eleito do país.
No documento, o parlamentar agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento e pela assistência ligada à sua saída do Brasil. Fotografias divulgadas mostram Flávio desembarcando em Miami; as imagens têm créditos da AFP e da Reuters.
Flávio Bolsonaro acusa irregularidades na votação que resultou na derrota de sua chapa e diz que houve uma fraude que, segundo ele, teria permitido um acréscimo de mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno. O senador atribui parte das decisões ao Supremo Tribunal Federal e critica a prorrogação do horário de votação, afirmando que o Tribunal Superior Eleitoral não apresentou respostas convincentes. Essas alegações foram feitas sem apresentação de provas no texto.
O senador também afirma que o ministro Alexandre de Moraes solicitou a apreensão de seu passaporte e interpreta as medidas judiciais contra ele como parte de uma perseguição política coordenada. Flávio qualifica o quadro institucional como um “regime de exceção” e afirma que deixou o país para poder atuar como liderança política, já que, segundo ele, preso ou censurado não conseguiria liderar a oposição.
Na carta, o parlamentar diz que não pretendia abandonar o Brasil, mas justifica a saída como necessária para resistir ao que chamou de arbitrariedades do poder judiciário. Ele compara sua trajetória a de líderes históricos que continuaram a atuar do exterior e afirma ter um apoio popular amplo, referindo‑se a “60 milhões de eleitores”.
Flávio anuncia que comandará a oposição desde o exterior e que nos próximos dias apresentará uma estratégia para mobilizar governadores, parlamentares e a base que, segundo ele, ajudou a eleger diversos nomes, citando o senador Rogério Marinho como seu candidato à presidência do Senado. Ele pede ainda à comunidade internacional que não normalize os acontecimentos no Brasil.
Especialistas em direito e em processos eleitorais têm afirmado que acusações de fraude exigem apresentação de provas e de procedimentos formais em instâncias competentes para serem investigadas — aspecto que a carta não detalha. Autoridades do Judiciário e do Tribunal Superior Eleitoral ainda não se pronunciaram no documento sobre as afirmações contidas na carta.
Resumo dos fatos confirmados na carta e em imagens divulgadas:
- Data da saída do Brasil: 27 de outubro de 2026.
- Documento divulgado pelo aliado Paulo Figueiredo.
- Agradecimentos públicos a Javier Milei (Argentina) e Donald Trump (EUA) pelo acolhimento.
- Acusações de fraude eleitoral e pedido de cassação da chapa reeleita, feitas sem apresentação de provas no texto.
- Alegação de apreensão de passaporte solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, segundo o próprio Flávio.
- Anúncio de liderança da oposição a partir do exterior e promessa de apresentar uma estratégia de mobilização nos próximos dias.
Imagens associadas à saída do senador mostram o desembarque em solo americano e a aeronave que o trouxe a Miami (créditos das fotos: Ricardo Arduengo/AFP; Eva Marie Uzcategui/Reuters).










