Home / Ultimas notícias / Trump diz que eleição brasileira “pareceu fraudada” após prorrogação do horário; Alckmin chama afirmação de “equivocada”

Trump diz que eleição brasileira “pareceu fraudada” após prorrogação do horário; Alckmin chama afirmação de “equivocada”

Trump diz que eleição brasileira “pareceu fraudada” após prorrogação do horário; Alckmin chama afirmação de “equivocada”

Brasília — 26/10/2026. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que a eleição presidencial brasileira “pareceu fraudada” ao comentar a prorrogação do horário de votação no segundo turno. Em conversa com jornalistas, ele disse considerar “muito estranho” o procedimento e replicou críticas levantadas pela campanha do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro.

Questionado sobre possibilidade de atuação dos EUA no caso, Trump ressaltou que não governa o Brasil e afirmou manter boas relações com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva: “Eu não governo o Brasil, eu governo os Estados Unidos. Eu só pensei que a eleição foi… eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele”.

Ampliação do horário de votação

A decisão de estender o horário de votação no domingo (25) até as 19h foi tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin após relatos de restrições na circulação do transporte coletivo em diversas cidades — registros que afetaram seções em nove estados. A prorrogação teve como objetivo permitir que eleitores presentes às seções pudessem votar mesmo com dificuldades de deslocamento.

No pleito, Lula foi reeleito com mais de 64 milhões de votos, ante 59,8 milhões de votos para o senador Flávio Bolsonaro.

Reação de Alckmin

Em entrevista à TV Vanguarda (São Paulo), o vice-presidente reeleito Geraldo Alckmin classificou as declarações de Trump como “totalmente equivocada” e afirmou que não se deve interferir na política interna de outro país. Alckmin defendeu o sistema eleitoral brasileiro, citando as urnas eletrônicas e a segurança jurídica como referências internacionais: “Democracia você ganha eleição, você perde. É o povo que decide”.

O vice também abordou questões comerciais, referindo-se ao chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos, que limitou a entrada de alguns produtos brasileiros naquele mercado. Alckmin afirmou que o governo continuará negociando com parceiros internacionais e citou acordos recentes e em andamento — Mercosul-Singapura, Mercosul-União Europeia e tratativas com o Canadá — e destacou que o país bateu recorde de exportações mesmo diante das barreiras tarifárias.

Pressões políticas nos EUA

Apesar da declaração de Trump de que não escolheu um lado no processo eleitoral brasileiro e apenas acompanhou o pleito, membros do Congresso dos EUA chegaram a pedir formalmente à Casa Branca que o presidente não interviesse em favor de Flávio Bolsonaro. Em 24 de setembro, 31 parlamentares do Partido Democrata enviaram carta apontando um “esforço coordenado” do governo Trump para enfraquecer a democracia brasileira e ameaçar a aliança estratégica entre os dois países.

Na carta, os democratas listaram medidas que atribuíram à administração Trump como tentativas de favorecer o candidato derrotado, entre elas a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e a ameaça de aplicar a Lei Magnitsky ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

O episódio marca mais um capítulo nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos após as eleições de 2026, em um momento em que decisões judiciais internas e medidas comerciais internacionais se cruzaram no debate público.

Leia também: CNBB parabeniza Lula e Alckmin pela reeleição e pede prioridade às políticas para os mais pobres

via Agência Brasil

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *