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Jorja Smith volta ao Brasil com álbum voltado para as pistas e agenda de shows em SP e Salvador

Jorja Smith volta ao Brasil com álbum voltado para as pistas e agenda de shows em SP e Salvador

A cantora britânica Jorja Smith retorna ao Brasil nesta semana para duas apresentações: um show solo em São Paulo na sexta-feira (30) e como atração principal do festival Afropunk em Salvador no sábado (7). A vinda acompanha a divulgação de What Are The Odds, álbum lançado neste ano que aposta em sonoridades de pista.

Em entrevista por chamada de vídeo de Londres, Smith recordou o primeiro grande contato com o público brasileiro: o Lollapalooza Brasil de 2019, quando tinha 21 anos e já havia deixado um emprego em cafeteria. Na ocasião, ela disse ter se surpreendido com a recepção calorosa do público.

Com dez anos de carreira, a artista construiu trajetória que a tirou das inevitáveis comparações com Amy Winehouse e a colocou entre referências contemporâneas do pop, soul e R&B britânicos. Seu repertório vai do intimismo do disco de estreia, Lost & Found (2018), a uma abordagem mais orientada para a pista em What Are The Odds (2026).

Smith escreveu o hit Blue Lights em 2015, aos 17 anos; a canção, de tonalidade neo-soul com influências jazzísticas, tratava de amor, perda e indignação e ajudou a lançá-la ao grande público. O caminho em direção à música feita para clubes já aparecia no segundo LP, Falling or Flying (2023), cuja versão de remixes reuniu nomes ligados às pistas britânicas, como Craig David e Todd Edwards.

O maior sucesso recente, Little Things, tem influência garage e foi produzido em parceria com P2J, produtor associado a projetos de artistas como Tems e Burna Boy. Foi também com P2J que Smith retomou a exploração de ritmos noturnos: eles voltaram ao estúdio em 2025 para trabalhar em faixas que privilegiam batidas e energia de clube.

O álbum novo transita por referências da cena eletrônica e urbana britânica: em This City, com participação do rapper Devlin, aparecem ecos do dubstep e do tom urbano de artistas como Burial e The Streets; em outras faixas, Smith até assume a postura de uma MC de grime. Elementos do afrobeats e do amapiano também aparecem, especialmente em faixas que contam com nomes como Wizkid e no uso de log drums, instrumentos eletrônicos característicos desses estilos.

Nascida em Walsall, região industrial da Inglaterra, Jorja relatou que não foi inicialmente uma frequentadora assídua das pistas, mas que a experiência de viver em Londres abriu seu contato com esse universo. Ela também falou sobre a necessidade de se afastar das redes sociais após sofrer ataques online e, hoje, afirmou ter uma relação mais equilibrada com a internet.

Sobre as apresentações no Brasil, Smith disse querer conhecer mais da cultura local e das pistas brasileiras —ela mencionou interesse em visitar um baile funk— e se disse empolgada para retribuir o carinho do público e ver as pessoas cantando junto.

Informações práticas: o show em São Paulo será na sexta (30), às 22h, no Espaço Unimed (R. Tagipurú, 795). Os ingressos começam em R$ 273 e estão à venda em ticketsforfun.com.br. A apresentação no Afropunk Salvador acontece no sábado (7), onde Smith figura como atração principal do festival.

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via Folha de São Paulo

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