Brasília, 27/10/2026 — Aline Bastos, Repórter da TV Brasil
Centenas de cidadãos israelenses que residem fora do país viajaram de volta a Israel para participar da votação realizada em 27 de outubro de 2026. A eleição ocorre em um cenário marcado por anos de confrontos e crises regionais.
No sistema eleitoral israelense, o eleitor não escolhe diretamente o primeiro‑ministro: cada voto é destinado a uma lista partidária. A votação define a distribuição das 120 cadeiras do parlamento, a Knesset, que são alocadas proporcionalmente aos votos recebidos pelos partidos. Para viabilizar um governo é necessário reunir ao menos 61 deputados; o presidente Isaac Herzog nomeia um parlamentar para tentar formar uma coalizão, e as negociações podem se estender por semanas.
O primeiro‑ministro com mais tempo no cargo, Benjamin Netanyahu, do partido Likud, concorre à reeleição à frente de uma aliança de direita. Durante a campanha, ele recebeu apoio público do ex‑presidente americano Donald Trump. Seu principal adversário é Gadi Eisenkot, ex‑chefe das Forças Armadas e líder do partido de centro Yashar. Eisenkot tem defendido a abertura de investigações sobre falhas de segurança que permitiram os ataques de 2023 e propõe ampliar o serviço militar obrigatório.
O pleito acontece depois de episódios que remodelaram a política e a segurança da região: os ataques do Hamas em outubro de 2023 deram início à guerra em Gaza; em fevereiro deste ano, Israel e Estados Unidos realizaram uma ofensiva contra o Irã; e, em 2024, o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra Netanyahu por suspeitas de crimes de guerra e contra a humanidade, acusações que ele nega.
O próximo governo terá pela frente desafios imediatos, entre eles a crise humanitária em Gaza, a manutenção das tensões com o Irã e profundas divisões internas — incluindo o debate sobre a obrigatoriedade do serviço militar para jovens ultraortodoxos.
Com informações de agências internacionais.
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via Agencia Brasil










