Rio de Janeiro — Uma explosão ocorrida na tarde desta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta Redonda (RJ) gerou uma coluna de fumaça visível em vários bairros da cidade, segundo relatos das equipes de emergência e moradores locais. O incidente não deixou feridos.
O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro informou que foi acionado e realizou uma varredura na área afetada. As equipes confirmaram que não havia vítimas nem chamas no local no momento da verificação. A Brigada de Incêndio da própria CSN já havia atuado inicialmente para controlar focos de fumaça.
De acordo com a CSN, o ocorrido aconteceu por volta das 13h30 durante a operação de descarregamento de ferro‑gusa no chamado poço de tombamento de escória. Segundo a empresa, o contato do material em alta temperatura com excesso de umidade no solo provocou uma forte reação, com liberação de calor e grande quantidade de fumaça, perceptível tanto no interior quanto nos arredores da usina.
O chefe da Brigada de Incêndio da usina informou aos bombeiros que houve uma reação química no poço de ferro‑gusa que causou deslocamento de ar. As autoridades e a própria companhia afirmaram que as causas do incidente estão sob apuração.
Volta Redonda, cidade que se desenvolveu em torno da usina inaugurada em 1946 e denominada Usina Presidente Vargas em 1961, fica a cerca de 125 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro. Moradores relataram ver a fumaça escura de diferentes pontos da região.
Ferro‑gusa é uma liga metálica intermediária no processo de fabricação do aço; seu manejo envolve materiais em altas temperaturas e exige procedimentos de controle rígidos para evitar reações com umidade e outras substâncias.
Nos últimos meses, a CSN passou por mudanças na sua liderança: em setembro o controlador Benjamin Steinbruch anunciou a contratação do ex‑presidente da Vale, Fabio Schvartsman, para comandar a companhia. Schvartsman chefiou a mineradora durante o período da tragédia de Brumadinho (MG). Cerca de um mês depois da nomeação, a CSN divulgou a assinatura de um acordo vinculante com a espanhola Bipadosa para a venda da SWT, usina de aços longos na Alemanha, por 550 milhões de euros (aproximadamente R$ 3 bilhões).
Representantes da CSN e os órgãos responsáveis seguirão investigando o episódio para determinar as causas e eventuais medidas corretivas. Até o momento, não há registro público de interdições ou impacto direto nas operações externas à área afetada.
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