Por Gésio Passos — 28/10/2026, 21:00 — Brasília.
O governo federal informou que, desde o último sábado (24), foram identificados 45 casos relacionados à violência política em diferentes pontos do país. Entre esses registros estão homicídios, agressões físicas, atropelamentos intencionais, disparos de arma de fogo e episódios de violência contra povos indígenas.
Segundo o levantamento oficial, a composição dos 45 casos é a seguinte:
- 10 homicídios — entre as vítimas, três eram indígenas;
- 7 atropelamentos intencionais;
- 14 agressões físicas, incluindo espancamentos e esfaqueamentos;
- 5 episódios com disparo de arma de fogo;
- 5 casos de coação de povos indígenas;
- 6 ocorrências envolvendo abuso de autoridade e violência policial.
O ministro da Secretaria‑Geral da Presidência, Guilherme Boulos, declarou nesta quarta‑feira (28) que o governo coordenará ações para responsabilizar os autores dos crimes e disse compartilhar a inquietação da sociedade diante das imagens e relatos de agressões a pessoas que celebravam resultados eleitorais. Ele afirmou que o Executivo prestará solidariedade às famílias das vítimas e que as ocorrências serão investigadas para que não haja impunidade.
Entre os estados com maior número de registros estão Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. Como exemplo dos episódios registrados, no dia 24 de outubro, em Montes Claros (MG), a vereadora Iara Pimentel (PT) ficou gravemente ferida após um ataque durante uma carreata.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que monitora os casos e acompanha a atuação das polícias militares e civis, bem como as investigações conduzidas pelo Ministério Público. Casos que se enquadram na competência da Polícia Federal — a exemplo de ataques a indígenas, crimes eleitorais e violência digital contra mulheres — também estão sendo apurados pela corporação.
Boulos ressaltou que as medidas anunciadas pelo governo respondem ao clamor público por ações contra a violência política e que as investigações terão caráter rigoroso para identificar e punir os responsáveis.
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via Agencia Brasil










