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Eleições em Israel 2026: bloco de Netanyahu fica com 53 das 120 cadeiras e amplia perspectiva de permanência no cargo

Eleições em Israel 2026: bloco de Netanyahu fica com 53 das 120 cadeiras e amplia perspectiva de permanência no cargo

Benjamin Netanyahu saiu vitorioso nas eleições realizadas em 27 de outubro de 2026, quando seu bloco — formado por partidos de direita, extrema‑direita e grupos ultraortodoxos — garantiu, na apuração parcial, 53 das 120 cadeiras do Parlamento israelense.

A votação registrou 77% de comparecimento, a maior taxa desde 1999. Com cerca de 85% dos votos contabilizados na manhã de 28 de outubro, os resultados apontavam para a vantagem do agrupamento liderado por Netanyahu.

O campo de oposição, liderado por Gadi Eisenkot, alcançava aproximadamente 48 assentos na mesma apuração. Partidos representando cidadãos israelenses de origem árabe conquistaram um resultado histórico, com cerca de 19 cadeiras, de acordo com os dados parciais.

Para formar governo, é necessário reunir uma maioria absoluta de 61 cadeiras no Parlamento. Com 53 assentos no momento da apuração parcial, o bloco de Netanyahu ficaria abaixo desse número, o que manteria o primeiro‑ministro no posto como chefe de governo interino enquanto se tenta consolidar uma coalizão.

Analistas financeiros e agentes do mercado reagiram ao cenário de incerteza: a moeda local registrou desvalorização e os principais índices da bolsa de Tel Aviv caíram mais de 3% em reação à possibilidade de um executivo com apoio parlamentar insuficiente.

Em discurso ao partido Likud, Netanyahu enalteceu o papel das Forças de Defesa e agradeceu o apoio de aliados externos, citando o presidente norte‑americano Donald Trump entre os que manifestaram respaldo à sua permanência no cargo.

A oposição admitiu o resultado desfavorável, mas advertiu que o governo pode explorar o tema da segurança — marcado pela guerra iniciada em outubro de 2023 — para fins políticos.

Essas eleições foram as primeiras realizadas desde os ataques do Hamas em outubro de 2023, quando cerca de 1,2 mil pessoas foram mortas e 251 reféns foram sequestrados. A ofensiva subsequente de Israel na Faixa de Gaza causou ampla destruição no território e resultou, segundo balanços divulgados, na morte de aproximadamente 74 mil palestinos, situação que isolou Israel em várias frentes diplomáticas.

Os números divulgados ainda são parciais e sujeitos a alterações até a conclusão completa da apuração.

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via Agencia Brasil

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