Bogotá — Mais de 300 militares dos Estados Unidos desembarcaram na Colômbia a partir de 27 de outubro de 2026 para participar de exercícios conjuntos voltados ao combate ao narcotráfico, informou o Ministério da Defesa colombiano.
Segundo o governo colombiano, a mobilização integra uma aliança de segurança impulsionada pelo presidente Abelardo de la Espriella, que defende uma política de segurança mais rígida e tem mostrado alinhamento com medidas adotadas durante a administração de Donald Trump.
As atividades de treinamento ocorrerão entre 30 de outubro e 11 de novembro e terão como objetivos enfrentar o narcotráfico, conter a mineração ilegal e aprimorar respostas a ataques realizados com drones carregados de explosivos — tática que tem sido mais utilizada por grupos armados no país. Mais de 400 militares colombianos também foram destacados para participar das manobras, que serão feitas por terra e por mar.
O Comando Sul dos EUA declarou que o exercício visa combater ameaças regionais, fortalecer a capacidade operacional do parceiro colombiano e reduzir o tempo de resposta a cenários de risco. As tropas americanas destacadas pertencem ao Batalhão de Montanha dos EUA, unidade especializada em operações em terrenos difíceis e em altitudes elevadas.
A principal sede das operações será a base militar de Tolemaida, situada a pouco mais de 100 km de Bogotá. Entre os temas previstos está a troca de conhecimentos médicos para atendimento de feridos em áreas com minas, comum nas zonas remotas onde atuam grupos criminosos.
Historicamente, os Estados Unidos são o principal parceiro da Colômbia na área de segurança: as duas nações costumam trocar inteligência e coordenar ações contra guerrilhas e organizações criminosas. A Colômbia integra o Escudo das Américas, aliança regional voltada ao combate ao tráfico de drogas e promovida durante o governo Trump, que reúne cerca de 20 países.
Além da Colômbia, os Estados Unidos têm ampliado sua presença militar na região. No Equador, análises de plataformas de rastreamento aéreo identificaram cerca de 20 voos, realizados por aproximadamente dez aeronaves distintas da Força Aérea e do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, com origem ou destino à base de Taura, próxima a Guayaquil, desde junho.
Imagens de satélite também mostram obras de ampliação na base de Taura desde agosto, com intervenções que, segundo a análise, teriam começado em julho e incluíram remoção de vegetação em áreas do setor nordeste da instalação. Equador e Colômbia pertencem ao mesmo acordo regional de cooperação em segurança e combate às drogas.
Autoridades colombianas e americanas destacam que os exercícios conjuntos buscam melhorar a interoperabilidade entre forças e a prontidão para enfrentar ameaças transfronteiriças, ao mesmo tempo em que renovam o foco de Washington na região sul-americana.
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